Na primeira vez que vi um tênis Adidas Springblade fiquei muito impressionado com o seu visual e as suas dezesseis lâminas na sola.
No entanto, o seu preço de R$ 999,00 me assustou e desisti imediatamente da compra. Além disso, havia a possibilidade de não me adaptar a este tênis diferente.
Posteriormente visitei o site da Adidas para conhecer em detalhes as características do tênis e aproveitei para ler os comentários dos usuários.
A maioria dos depoimentos demonstrava um grande descontentamento com relação a durabilidade do tênis. Os usuários relatavam a quebra das lâminas com pouco tempo de uso.
Diante das inúmeras avaliações negativas comecei a me questionar se aquelas pessoas que estavam reclamando tinham comprado o tênis original ou uma cópia barata e de qualidade inferior . É claro que entre os depoimentos haviam avaliações positivas, elogiando bastante o bom desempenho proporcionado pelas lâminas.
Assisti vídeos no Youtube mostrando o funcionamento das lâminas na sola do tênis e não acredito que um produto que é o resultado de anos de pesquisas seja tão frágil podendo ser danificado com o pouco uso.
Cerca de quatro meses depois finalmente me animei para comprar o Springblade e fui até uma loja que costumo comprar com frequencia. Conversei bastante com o vendedor e escolhi o modelo da foto.
No primeiro final de semana fiz um treino de cinco quilômetros com ele. Comecei com um ritmo bem lento e fui acelerando aos poucos, alternando entre o trote e a corrida.
Posso dizer que gostei muito deste primeiro contato e decidi que daquele momento em diante o Springblade seria o tênis que usaria nas minhas corridas.
Depois deste treino tive oportunidade de participar de três corridas em finais de semana seguidos.
A primeira delas aconteceu na etapa Outono do Circuito das Estações, ocasião em que completei os cinco quilômetros em trinta e seis minutos e um segundo.
Uma semana depois participei da corrida de cinco quilômetros da Meia Maratona Ecológica de Curitiba. Desta vez o meu tempo final foi de trinta e seis minutos e seis segundos.
A terceira corrida consecutiva foi a Stadium Marathon, cujo percurso passava pelos estádios Durival de Britto (sede da Copa do Mundo de 1950) e Joaquim Américo (sede da Copa do Mundo de 2014).
Completei a prova em trinta e cinco minutos e trinta e nove segundos. Fiquei muito contente com o desempenho nas três provas. Posso dizer que bater a minha marca pessoal é só uma questão de tempo.